Poderia se falar do amor, da questão relativa e insensata do ser amante. Amamos e ponto, o verbo é intransitivo, pensou bem meu querido Mário de Andrade. Mas amamos a ideia de estar amando, como dizia Platão. Move-nos a ideia de estar protagonizando um filme, uma linda historia.
O que Shakespeare e Caio Fernando Abreu não fizeram com nossa mente. Amar até a negação de amar, ainda que dôa. A palavra aqui não é doação, não... é doer mesmo.
É sempre preciso uma dose a mais, de qualquer bebida forte que seja, para percebemos que o nosso bem-estar deve ser construído para a felicidade e que ela é o fundamento último dessa nossa experiência. A felicidade aristotélica de todos os dias. O álcool entra em nossa garganta e sobe direto para o cérebro, clareando esse acontecimento óbvio da natureza humana, de que o importante mesmo, é ser feliz.
Mas eis que vem o dia seguinte nos acordando com a ressaca braba e carrega Aristóteles pra lá.
E assim, lá se vai mais um dia..
Nenhum comentário:
Postar um comentário