Que todo dia seja digno de entrar para a história. Que a cada momento inovemos, buscando para a humanidade uma saída! Que consigamos conquistar novas fontes de inspiração, seja na poesia, na música, no palco ou nas imagens... Seja no amor.
Façamos o nosso melhor e que esse melhor seja superado a cada instante pela ânsia dos sonhos e da esperança.
Esperança! Se não for a única que resta, é pelo menos a que sempre deve nos acompanhar, junto com o primordial incentivo: o de ser feliz! E é assim que devemos agir, com o bem no coração, nos gestos, nas palavras, com o olhar sereno e a fala mansa, com a face sempre mais que risonha. Sem esquecer da espinha ereta e o coração tranquilo.
Em tempos difíceis (ou não), é bom saber que nada é por acaso e que se não há nada melhor no fim, há pelo menos o aprendizado, a força para a próxima jornada.
Ah, vida, por que te tenho, não sei, mas sei que me tens e que é para sempre e é desse jeito que farei o meu melhor.
Agradecer. Pela família que amo, pelos amigos que me acompanham, pelos amores encantados, pelo sorriso agora estampado, porque há chocolate e faz rir, porque há chuchu e não engorda, porque há caneta e um papel. E alguém para ler.
Conta, reconta, reconta outra vez. Quem sabe essa história conta uma, conta duas, conta três. Bem, é isso que vou fazer.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mania de história
Poderia se falar do amor, da questão relativa e insensata do ser amante. Amamos e ponto, o verbo é intransitivo, pensou bem meu querido Mário de Andrade. Mas amamos a ideia de estar amando, como dizia Platão. Move-nos a ideia de estar protagonizando um filme, uma linda historia.
O que Shakespeare e Caio Fernando Abreu não fizeram com nossa mente. Amar até a negação de amar, ainda que dôa. A palavra aqui não é doação, não... é doer mesmo.
É sempre preciso uma dose a mais, de qualquer bebida forte que seja, para percebemos que o nosso bem-estar deve ser construído para a felicidade e que ela é o fundamento último dessa nossa experiência. A felicidade aristotélica de todos os dias. O álcool entra em nossa garganta e sobe direto para o cérebro, clareando esse acontecimento óbvio da natureza humana, de que o importante mesmo, é ser feliz.
Mas eis que vem o dia seguinte nos acordando com a ressaca braba e carrega Aristóteles pra lá.
E assim, lá se vai mais um dia..
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
História de Maria...
Foto: Vicente Arrifes
Sabe, ela disse, para tudo na vida há de ter uma razão.
Parou num dia destes em que o céu é igualzinho o alto mar, sem espumas brancas revoltas, infinitamente azul e incansavelmente eterno olhou para ele respirando o mais leve e puro ar e perguntou a si mesma: "para quê essa imensidão toda?".
Não poderia explicar como, mas dentre tantas perguntas a serem feitas, somente essa tirava da sua alma uma angústia curiosa, um completo vazio cheio de inquietações.
O porquê de estar aqui.
Sem perder a ternura, saiu de baixo da sombra da árvore e observou o horizonte, lá longe, sozinha também do resto do mundo. O horizonte também não tinha fim. Pensou em como seria o mundo sem as imagens de satélites, em como ele seria muito mais imaginado e por isso mais tranquilo, mais leve e por que não, mais bonito. Pensou em sua enorme insignificância diante da vida, e o pior, o quanto conseguia ser quase nada comparado ao peixe, que sabe viver debaixo d'água, e ao pássaro amarelo, que sabia voar, e que pairava naquele mesmo instante ao lado dela:
-Você sabe a diferença de infinito e eterno?
Pensou em silêncio que essa pergunta fosse mais uma que saíra da sua curiosa inquietação e tornou a olhar o horizonte.
-Você sabe a diferença de infinito e eterno?
A voz vinha de longe, e talvez por isso pensasse que estaria ficando louca.
Hoje não. Não estou preparada. E adiou a conversa com a natureza para depois de uma longa noite de sono...
Sabe, ela disse, para tudo na vida há de ter uma razão.
Parou num dia destes em que o céu é igualzinho o alto mar, sem espumas brancas revoltas, infinitamente azul e incansavelmente eterno olhou para ele respirando o mais leve e puro ar e perguntou a si mesma: "para quê essa imensidão toda?".
Não poderia explicar como, mas dentre tantas perguntas a serem feitas, somente essa tirava da sua alma uma angústia curiosa, um completo vazio cheio de inquietações.
O porquê de estar aqui.
Sem perder a ternura, saiu de baixo da sombra da árvore e observou o horizonte, lá longe, sozinha também do resto do mundo. O horizonte também não tinha fim. Pensou em como seria o mundo sem as imagens de satélites, em como ele seria muito mais imaginado e por isso mais tranquilo, mais leve e por que não, mais bonito. Pensou em sua enorme insignificância diante da vida, e o pior, o quanto conseguia ser quase nada comparado ao peixe, que sabe viver debaixo d'água, e ao pássaro amarelo, que sabia voar, e que pairava naquele mesmo instante ao lado dela:
-Você sabe a diferença de infinito e eterno?
Pensou em silêncio que essa pergunta fosse mais uma que saíra da sua curiosa inquietação e tornou a olhar o horizonte.
-Você sabe a diferença de infinito e eterno?
A voz vinha de longe, e talvez por isso pensasse que estaria ficando louca.
Hoje não. Não estou preparada. E adiou a conversa com a natureza para depois de uma longa noite de sono...
