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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Esperança

Hoje estive procurando respostas para perguntas vazias. Estive procurando respostas para dúvidas que nem sequer existiam.
Minha cabeça está rodando na velocidade da luz e é fácil demais ficar tonta. Quando levanto subitamente, vem as cócegas mentais turbinar meu cérebro e me levar para um mundo embaçado, mas macio.

Quando choro, não só caem lágrimas, como meu coração sobe pela garganta e não me deixa respirar. Quando dou risada, não só se ouvem as gargalhadas, como meu nariz se enruga e minhas bochechas crescem fechando meus olhos.
Sinto o mais doce e o mais amargo dos gostos. O mais floral dos aromas e o mais agudos dos sons.
Sabe o que quero dizer sobre intensidade? Tudo aqui nesta jornada é intenso, nada é periférico, nada se passa despercebido. Não é preciso nenhuma substância para acionar este delírio, pois não se fica mais real que isso.

Que incrível sentir esta conexão. Que incrível pensar sobre quem é este espírito. Quem será este ser que reside dentro do meu ventre. Que já sente, que já luta, que já nada, que já se nutre, que já me nutre, que já vive, e que me reviveu.
Você me ressuscitou num período tão nublado. Você me trouxe de volta a alegria de viver. Você me lembrou da gratidão!

Entre sonhos e anseios, tento encontrar a razão que existe no meio disso tudo.
Você não sabe quão longo foi o caminho para que eu pudesse te encontrar. Foram três fronteiras, filha, que tive de cruzar. E foram também tantas barreiras culturais, linguísticas, filosóficas e foi preciso tanta, tanta espera. Tanta esperança. No final, falou mais alto a língua do amor. Você falou mais alto no meu coração e aqui estamos nós, uma dentro da outra,

Ah, quanto amor mora em mim, quanto amor cabe em mim!
Obrigada.
Eu amo você.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Can you die of happiness?

Já esteve diante de uma situação tão extrema,e surreal que a única coisa que gostaria é que os ponteiros do relógio começassem a bater velozmente até que tudo enfim acabasse? Já desejou do fundo do seu coração poder voltar atrás alguns segundos e contemplar aquele momento eterno em que você estava consciente da sua própria felicidade? 

Quando tudo ainda estava inteiro, no instante em que desmoronou. Aquele segundo em que nada será como antes. Aquele exato momento em que o curso do rio é desviado para um destino incerto. 
Um choro de desencanto que busca ofegante o segundo passado. Um segundo atrás quando tudo ainda estava em paz...
A vida vem te dar vários segundos assim. Milésimos de preciosidade que embarcam no túnel do tempo em câmera lenta. 

Costumava dizer que era o azul do céu do auge da tarde, mas há por aí tantos tons, sombras e brilhos. Cada estrela ali pintada representa diferentes sóis, cada um com seu próprio céu...Então, que céu é este que você costumava dar sua vida em troca? 

Eis que a vida te dá um céu para cuidar, amar e proteger. Eis que sua vida se transforma num céu em si mesma, um céu radiante e vibrante, onde se pode ver estrelas de novo. Onde se pode ver arco-íris e fazer pedidos. Onde se pode ver o sol atrás do muro....Andar de mãos dadas e fazer fumaça em bolhas de sabão.... Onde se contempla a Lua Cheia.

Venha, minha vida e meu milagre. Eu te amo com toda minha alma e com tudo o que há de mim!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Onde andará a menina?



Foi-se, como chuva de verão que velozmente refresca e destrói. Não se foi inteiramente, era como se nuvens pesadas ainda permanecessem no céu, esperando tocar o solo da terra a qualquer sopro de vento.
Eram duas. Uma, de corpo, que já não se encontrava mais ali. Outra, de alma, consciente de sua capacidade de se fazer presente.
Duas décadas de raízes e vertigens que subiam até a sua cabeça não foram o bastante para evitar o inevitável. Sempre soube que seria assim. Havia diversos chamados, alguns transcedentais, outros muito lógicos, até que o sonho se tornou real.
Quando se deu conta, havia ido.
A cada escolha, uma renúncia, diziam. Escolheu o sonho e se renunciou.
Carregava este peso nos seus ombros mas era, afinal, forte.
Calma, amada... Respire fundo que o vento está a beijar seu rosto. Sorria que a liberdade está ao seu lado. Você conversa com ela, a liberdade, ela é a sua companheira, ela é a sua amiga e mulher.
Sua mulher.
Foi-se, a menina...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Claro que sim! A nossa história de amor

Era o penúltimo dia do ano. 
Eu começava a viver as minhas mais intensas noites de verão. Surgiam em mim o sorriso fácil, a gargalhada inquieta e o coração pulsante. Viver era bom até aquele dia. Depois era ótimo. 
O vento de liberdade batendo na cara aguçava a minha curiosidade sobre os cantos da terra. Sobre pessoas, dizeres, histórias e futuros. 



Um jovem portenho não muito sóbrio quis puxar papo. A comunicação era horrível. Me chamou de esquisita. Estranho. Mais tarde decidi estudar espanhol por conta dele. O garoto reclamou aos céus que gostaria de falar inglês, e eu só queria alguém para conversar. 
E então você surgiu. Naquela incrível noite de verão, quando os mojitos já nos deixavam falar um pouco mais que o bastante. Passamos por Argentina, Brasil, Holanda e até Senegal. Bin Laden e Gandhi mandaram lembranças. Isto é, falamos sobre tudo. Palavras não faltaram. Faltou tempo. 
Já passavam das 10 horas da manhã quando percebi que estava cansada de dançar e com a fome que me deixa mal humorada. Seu amigo ofereceu carona para minha amiga. Nós pegamos carona com eles, nossas testemunhas. Entramos na contra mão da Casa Rosada. Que loucura, pensava. Mas sobrevivemos. Tomamos um café com medialunas e falamos tchau. Nunca mais ia te ver...
Dois dias mais tarde, após ter rodado a cidade inteira em busca de moedas para ônibus, paramos ali naquela praça, sem rumo ou querer, vontade mesmo apenas de um pouco de água benta. 
Olhei para trás sentindo que alguém queria me chamar. Você apenas apareceu perguntando se eu gostaria de tomar alguma coisa, talvez. 
Claro que sim!!!, falei. 
E então percebi que o Mundo já era pequeno e as coincidências enormes. Que daquele dia em diante minha vida teria mudado. 
Ajudamos um pouco a nossa sorte e trocamos telefones. Eu voltei para o meu país e você para sua terra.
Desde o início, eu só queria alguém para conversar. Em casa num desses dias de Agosto ficamos 16 horas nos falando sem parar. Haja assunto, saliva e vício de você.
Havia mesmo razão nos caminhos que eu havia aleatoriamente escolhido. A rígida faculdade de Direito me levou até Holanda, e no dia 2 de Dezembro estaria desembarcando em Amsterdã.



Você me mostrou Haia, e me roubou um beijo perto do Parlamento. 
Foram os dias mais intensos da minha vida. Um fantástico conto de fadas e um festival de sorrisos para todos os lados. Viver era ótimo e de repente, perfeito. 



Viver um romance é se entregar para o acaso, é sublimar os sentimentos e perder a noção do tempo. 



Sentir o amor bater a porta do seu coração é experenciar a maior alegria divina. 



Encontrar você foi encontrar minha outra metade, foi somar as forças e belezas de duas almas que também tem muito o que aprender uma com a outra...



Março se aproximava e tive que voltar para a América. Revivemos a história portenha e nos despedimos no aeroporto.



Perguntavam-me o que eu iria fazer dali em diante, mas eu não tinha outra opção. Não é todo dia que achamos o amor de nossas vidas. Iríamos simplesmente continuar o que há vidas já havíamos começado: o nosso incrível amor e maravilhosa história. 




E quando já estava há um mês sem seu abraço, você surgiu como uma miragem naquele terraço no coração de São Paulo. Era o final de março. Eu olhei sem querer para trás, e lá vinha você. Eu amo o jeito como você anda levemente balançando os ombros, pensei. E então meu cérebro parou e se deu conta de que você estava lá! Com os olhos arregalados eu olhei rapidamente para meu pai, minha mãe e minha amiga e disse: Não... E então eu ouvi as palavras mais bonitas, vindas do homem mais perfeito da Terra, e poucos minutos depois você me perguntou se eu gostaria de casar com você. 
Claro que sim!!!



E aqui estamos nós, olhando juntos para as próximas surpresas que o futuro nos reserva e sentindo o amor pulsar no mesmo e intenso ritmo...

 

Eu amo você, meu amor! Estou muito feliz e grata por tudo o que está acontecendo....
Sua noivinha...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Samir


Palavras são expressões de nosso estado de espírito. Quando pronunciamos uma palavra, denunciamos ali nossos mais sinceros entendimentos inconscientes sobre a vida, sobre a história do mundo, sobre nossos sentimentos.
Por isso que num dia frio como este de maio, numa semana como essa que vem se arrastando durante horas, as palavras aqui eleitas fossem diferentes daquelas que escolheria caso fevereiro não estivesse passado, o Kaozinho estivesse bem de saúde, se essa semana tivesse sido um pouco mais light pra mim, ou principalmente se eu tivesse você aqui ao meu lado.
Porque o fato é que uma hora todos nós sucumbimos pra um lado ou pro outro, até mesmo para saber da existência dos diferentes pontos de vista da vida, entendendo que não se passa de mera vista de um ponto...
Primeiro: está muito frio aqui. Eu não sei para os outros, mas para mim esse outono entrou alastrando todo calor que tinha no meu coração. Eu sinto ele bater mais rígido, pra sobreviver a este frio precoce de um ano bizarro de nossas vidas (ou pelo menos para o calendário Maia).
Segundo: O Kaozinho está mal. E isso nunca aconteceu. Estamos aqui totalmente desolados, sustentados unicamente pela nossa fé. Fé na sua melhora. Que a vida ajude nosso amigo. Amigo verdadeiro.
Terceiro: A vó está com 87 anos, e este ano começo a olhar para ela tão frágil, tão meiga, tão doce, tão serena, tão carinhosa... Meu olhar começa a ser de alguém que já precisa cuidar daquela que um dia cuidou de mim. Esse detalhe é sutil e singelo, porém, tão significativo...
Quarto: Eu vejo a vida acontecer como um dia de domingo. Sim, pois foi justamente num domingo quando sentei aqui na varanda com o pai e a mãe, divindo petiscos da pizza amanhecida e nos aquecendo de vinho, Belchior, Secos e Molhados, Beto e Milton e fazendo pratos cheios de macarronada da Vó com queijo fresco. Foi ali que percebi onde a vida reside, onde a felicidade é encontrada, e quando me sinto confortável no mundo, quando estou perto de quem amo.
Quinto: foi então que, inevitavelmente, senti(mos) muito a sua falta, bebê. Você é parte integrante deste sistema, eu digo deste sistema aqui que vivemos há algumas boas existências espirituais.Chegou a hora em que percebemos o quanto estamos sofrendo sem você, vendo a vida passar tão rápida e frágil, sem controle e sem juízo, tendo como único sustentáculo a já insuficiente certeza de que estamos ligados por algo maior. Eu tenho essa certeza, e coisa e tal, e tal e coisa....Mas, sabe?????
Sexto: e hoje é seu aniversário!! 27 anos, muitas histórias pra contar, e muitas ainda a serem construídas. Das 20 vezes que vivenciei o dia 22 de maio, 4 vezes me encontrei na mesma situação catastrófica de ter que escrever por meio deste teclado o quanto eu gostaria de te dar um abraço, de ter você aqui com a gente, porque é esse sentimento, por mais egoísta que seja, que temos quando amamos alguém.
E fora isso, eu desejo (porque é natural desejar isso a alguém como você, Sam), eu desejo que você seja a pessoa mais feliz desse Mundo!
Porque merece. E merece porque é do bem. E é do bem porque é íntegro, e é íntegro porque é justo, é sensato, é inteligente, é amigo, é fiel, é parceiro, é meu irmão, professor, companheiro de infinitas jornadas, meu porto seguro que desembarcou no meu lugar, um pouco longe da terra das índias..

Muita luz no seu caminho, e parabéns por ser este homem que é, irmão. Feliz aniversário...
"A saudade bateu no coração..."

sexta-feira, 27 de abril de 2012


G r a t i d ã o

Talvez seja esta a palavra que mais se aproxime da sensação quase física que se tem ao vivenciar a felicidade deste sentimento que só se sente, não se explica.
Na verdade, não é um mero sentimento. É algo que ultrapassa as barreiras existenciais humanas, tocando de leve a nossa alma e deixando claro que há uma razão por de trás de todo o nosso viver.
É uma magia que, uma vez descoberta, toma conta de todo nosso querer, afastando o medo, que é o principal sentimento que nos afasta de Deus.
É uma sensação de que o agora é o que se vive, e a vida é a soma de infinitos presentes assim experimentados. 
A gratidão é o sentimento que se tem em razão deste sentimento, sendo gratidão tudo aquilo o que você pode ter antes, durante e após os segundos da vida. Porque se tem a vida. Porque se é feliz, não só pelas alegrias e pelos prazeres, mas também pelas dores, pelos obstáculos, pelos tortuosos caminhos que estiveram com você para formar o seu espírito, e consequente evolução.
Sente-se isso quando, ignorados os supérfluos aprisionamentos da mente, face à (tantas vezes dura) realidade da sociedade em que vivemos, entendemos sermos mais que seres humanos, na medida em que somos seres de luz.
Ao compreender a transitoriedade da existência, a razão pela qual aqui estamos, e tantas outras inquietudes do ser - desde por que o céu é azul, até por que passo por tantas provas e lutas - tudo começa a fazer sentido, as horas valem a pena e o acaso não existe.
Enfim, inultimente tentaria explicar este sentimento, se é que é sentimento. Suspeito que isso se simpatiza com o pensamento Taoísta.
Nas línguas portuguesa e japonesa, a gratidão é expressa por respectivamente "obrigado" e "arigatô". Etimologicamente, conclui-se a partir de pensamentos de Tomás de Aquino que tais expressões referem-se ao terceiro (e mais profundo e verdadeiro) aspecto da palavra, vez que estabelecem uma relação de dívida (obrigação) entre o agraciado e o benfeitor, esclarecendo que a partir da graça recebida, torna-se difícil viver (arigatô), já que será sempre impossível - não obstante o comprometimento eterno de tentar - retribuir no mesmo nível a graça concedida.
E com uma alegria imensa na alma, um entusiasmo incrível que vem de dentro e voa para fora, nada consegue explicar tudo isso senão um “muito obrigada” e, tentando eternamente retribuir, comprometo-me a ser sempre um instrumento do bem, do amor e da paz...

E meu corpo queima, e meu espírito voa...

domingo, 3 de abril de 2011

Sobre a volta e calças de moletom.

Peguei o trem querendo fugir da chuva e do frio. Acompanhavam-me pessoas que voltavam tarde de um longo dia de trabalho, com angústias e aflições aparentes que sei que gostariam de compartilhar com alguém, um ser, um cão, uma parede qualquer, que seja, o fato é que é sempre preciso desabafar.
Lá sentada, fiquei pensando em como você odiaria ouvir meus infortúnios. Odiaria saber dos perigos que passei naquele dia especialmente difícil, apesar de não saber exatamente o porquê de sua especialidade. Aquele dia foi diferente.
Ainda no trem, irritada pelo ar condicionado que insistia em bagunçar meus cabelos e desnecessário em meio aquele frio, pensei por causa disso o quanto você tinha razão. Eu gosto mesmo de reclamar de qualquer coisa, pois se o ar condicionado existisse, me irritaria ele bagunçar meu cabelo, e se não existisse, me irritaria o suor que nasceria entre os mesmos cabelos, enfim, isto tudo para provar o quanto eu sou constantemente insatisfeita com qualquer merda que seja. Você se estivesse do meu lado naquela hora, com certeza falaria isso.
E talvez se eu soubesse disso antes, as coisas entre nós seriam um pouco mais fáceis. Eu me conformaria com o seu cabelo sempre bagunçado e com o fato de você nunca passar fio dental antes de escovar os dentes. Até mesmo se eu relevasse sua preguiça de escová-los antes de dormir. Tudo isso somado com uma lista enorme seria pouco, muito pouco perto de todo o resto que você tinha a me oferecer.
É que lá na hora, olhando fundo nos seus olhos, eu me perdi um pouco entre os sonhos que eu sempre tive e o que você quis me dar pra sempre. Naquele momento quis seguir um sonho por pura teimosia, por não querer aceitar que os sonhos nunca envelhecem. Para mim, meus sonhos já tinham rugas e imploravam por imediatas realizações, me pressionavam para que eu lutasse por eles.
Olhando-me pelo reflexo da janela do trem, pensei que talvez eu fosse a primeira pessoa a ser traída por seus próprios sonhos. Pensei inclusive na legitimidade deles como sonhos. Não mereciam receber esse nome.
Mas nada disso poderia ser justificativa plausível para que seus olhos voltassem a me enxergar. Eu também não esperava que você acreditasse em toda essa história de sonhos, de escova de dente e de fio dental, mas era isso o que estava passando aqui dentro, e eu apenas torcia para que você acreditasse em mim.
E se eu tivesse ficado, seria diferente? Essa frase do Caio Fernando simplesmente me perseguiu a viagem inteira, como um monstro em meus já medrosos pensamentos.
Tentando respondê-la, acredito que sim. Seria mais difícil, mas mais feliz. Isso me fez entender como nós somos criadores de nossas próprias vidas e conceitos, e que essas imagens prontas que nos trazem à mesa são totalmente fajutas e não passam de conceitos próprios das pessoas que o idealizaram.
Tudo isso para explicar que apesar de ser difícil eu seria feliz. E basta eu ter este conceito em mente para não precisar criar nenhum impecílio a mais contra nossa felicidade.
Então saí do trem e peguei o primeiro táxi que me apareceu. Disse o seu endereço e em uma hora estava na porta de sua casa. O taxista pareceu entender do que se tratava e não disse nada sobre o fato de eu não me mover para fora do carro. Eu apenas osbervava a chuva invadindo a janela aberta do seu quarto, e por trás das cortinas dele, eu via sua sombra. Ter visto sua sombra foi pior do que ver o seu rosto, pois apenas tentava decifrar sua expressão e isso me fazia imaginar um milhão de coisas.
Paguei o táxi e quando pedi para ele esperar, já era tarde. Só havia eu na frente da sua porta, e aqui estou, após apertar a campainha e ver você me receber com a mesma camiseta velha e calça de moletom de noites chuvosas como essa.
Peço que ao entrar em sua casa, entre também em sua vida, tenho inclusive uma calça de moletom aqui na bolsa e sei que elas fariam um belo par.