Pesquisar este blog

sexta-feira, 27 de abril de 2012


G r a t i d ã o

Talvez seja esta a palavra que mais se aproxime da sensação quase física que se tem ao vivenciar a felicidade deste sentimento que só se sente, não se explica.
Na verdade, não é um mero sentimento. É algo que ultrapassa as barreiras existenciais humanas, tocando de leve a nossa alma e deixando claro que há uma razão por de trás de todo o nosso viver.
É uma magia que, uma vez descoberta, toma conta de todo nosso querer, afastando o medo, que é o principal sentimento que nos afasta de Deus.
É uma sensação de que o agora é o que se vive, e a vida é a soma de infinitos presentes assim experimentados. 
A gratidão é o sentimento que se tem em razão deste sentimento, sendo gratidão tudo aquilo o que você pode ter antes, durante e após os segundos da vida. Porque se tem a vida. Porque se é feliz, não só pelas alegrias e pelos prazeres, mas também pelas dores, pelos obstáculos, pelos tortuosos caminhos que estiveram com você para formar o seu espírito, e consequente evolução.
Sente-se isso quando, ignorados os supérfluos aprisionamentos da mente, face à (tantas vezes dura) realidade da sociedade em que vivemos, entendemos sermos mais que seres humanos, na medida em que somos seres de luz.
Ao compreender a transitoriedade da existência, a razão pela qual aqui estamos, e tantas outras inquietudes do ser - desde por que o céu é azul, até por que passo por tantas provas e lutas - tudo começa a fazer sentido, as horas valem a pena e o acaso não existe.
Enfim, inultimente tentaria explicar este sentimento, se é que é sentimento. Suspeito que isso se simpatiza com o pensamento Taoísta.
Nas línguas portuguesa e japonesa, a gratidão é expressa por respectivamente "obrigado" e "arigatô". Etimologicamente, conclui-se a partir de pensamentos de Tomás de Aquino que tais expressões referem-se ao terceiro (e mais profundo e verdadeiro) aspecto da palavra, vez que estabelecem uma relação de dívida (obrigação) entre o agraciado e o benfeitor, esclarecendo que a partir da graça recebida, torna-se difícil viver (arigatô), já que será sempre impossível - não obstante o comprometimento eterno de tentar - retribuir no mesmo nível a graça concedida.
E com uma alegria imensa na alma, um entusiasmo incrível que vem de dentro e voa para fora, nada consegue explicar tudo isso senão um “muito obrigada” e, tentando eternamente retribuir, comprometo-me a ser sempre um instrumento do bem, do amor e da paz...

E meu corpo queima, e meu espírito voa...

Um comentário:

Adri disse...

ô petite ..... lindo é poder expressar isso sem medo. aho! amo! bjos

Postar um comentário